Sê impecável com a tua palavra

Sê impecável com a tua palavra

Nos meus estudos sobre Gestão de Stress e Gestão de Expectativas encontrei a importância da qualidade dos nossos pensamentos. O que semeamos, irá germinar e iremos colher algo, quer queiramos quer não.

Jim Rohn tem uma frase – “Stand guard on the door of your mind” – que nos ajuda a relembrar que é importante nos preocuparmos com o que alimentamos o nosso cérebro. Mas além de nos devermos de preocupar com a qualidade da informação que consumimos, deveremos incluir também nesse menu as palavras que dizemos a nós próprios nos intermináveis monólogos silenciosos que temos.

Durante esses monólogos surgem sempre questões, algumas levar-te-ão de volta ao passado, à culpa e à procura de um responsável diferente de ti próprio. Outras perguntas levam-te à acção, em direcção ao futuro. Tanto o passado como o futuro irão nos causar ansiedade e stress.

Mas, também quando falamos com outras pessoas deveremos ter cuidado com as perguntas que fazemos. Nós não temos só o poder de levar as pessoas ao passado ou ao futuro.

Uma palavra é como uma semente. Uma semente que plantamos no nosso cérebro. Uma semente que irá se desenvolver num pensamento. Esse pensamento poderá se tornar numa crença, numa assunção, ou até numa “verdade sagrada” sem qualquer prova.

Isto pode ser bastante sério.

Nos idos anos 20 do século passado, a palavra de um único homem criou medo e esperança a uma nação inteira. Essas crenças, esses pensamentos impactaram o Mundo inteiro numa terrível guerra e na morte de milhões de pessoas. E a principal arma foram as suas palavras.

Don Ruiz, quando utilizou esta expressão no seu livro – “The Four Agreements: A Practical Guide to Personal Freedom (A Toltec Wisdom Book) by Don Miguel Ruiz” – também referiu que não deveremos utilizar a palavra contra nós, mas eu gostaria de levar um pouco mais além e propor que não deveremos usar a palavra contra alguém ou algo.

Isto não quer dizer que, por exemplo, se recebermos um pedido errado numa próxima ida ao restaurante, que não deveremos nos queixar. É óbvio que deveremos de nos queixar, estamos a pagar por um serviço e o mínimo será acertarem no pedido. Mas, pondera nas palavras que irás utilizar na tua queixa. Serão palavras que irão auxiliar ao melhor serviço por parte do empregado de mesa ou do cozinheiro? Ou irão as tuas palavras só servir para rebaixar a auto-estima desses empregados?

Lembra-te, a tua palavra irá dizer muito mais sobre ti do que sobre o outro.

E, ainda poderemos levar isto um pouco mais adiante.

Sempre que falarem com uma criança usando o verbo “Ser”, nós poderemos estar a plantar nos seus cérebros a semente da rejeição, ou da fraca auto-estima. Provavelmente, encontrarás bem fundo dentro de ti, algum momento da tua infância que originou alguma crença, com a qual ainda te reges nos dias de hoje. Essa crença é potenciador ou castradora da tua vida?

Esse é o poder da palavra dita a uma criança, esse é o poder da palavra dita a um adulto e, esse é o poder da palavra pensada na nossa mente.

Este é o meu entendimento actual do primeiro acordo do Don Ruiz. O que te parece?

(este artigo utiliza links de afiliados. Caso compre o livro do Don Ruiz através desse link, uma pequena comissão reverterá para nós)